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Riscos da Automedicação

O uso de analgésicos pode mascarar doenças sérias?

Sim. O uso indiscriminado pode disfarçar doenças graves. O consumo de analgésicos a longo prazo poderá ter efeito rebote aumentando a incidência da dor sem tratar a principal doença. Também pode alterar a coagulação sanguínea, causar gastrites entre outros distúrbios.

Errar na dose é grave?

Sim. Fazer o uso de medicamentos sem orientação de um profissional especializado e em quantidades inadequadas aumenta a possibilidade de efeitos colaterais. Em caso de administração da dose abaixo do recomendado pode não ter o efeito esperado e, em casos de altas dosagens pode ocorrer intoxicação, causar danos graves e até levar a óbito.

Usar antibióticos sem necessidade pode tornar as bactérias resistentes?

Sim, o uso indiscriminado e incorreto pode alterar a resistência das bactérias, comprometendo o tratamento adequado.

Cada antibiótico age contra infecções causadas por bactérias específicas que tenham sensibilidade àquele determinado medicamento. O uso incorreto faz com que as bactérias sofram alterações, reduzindo a ação do medicamento, levando à resistência bacteriana com consequente limitação das opções de tratamento.

Misturar diversos tipos de medicamentos é perigoso?

Sim, pois a interação medicamentosa entre eles pode potencializar, diminuir ou anular os efeitos de alguns medicamentos e com isso há risco de intoxicação e efeitos adversos. Por este motivo devemos evitar a automedicação sem avaliação de profissional especializado.

Posso fazer uso do corticoide com frequência?

Deve-se evitar o uso de corticoides sem o devido acompanhamento médico. Seu uso indiscriminado pode “confundir” o sistema imunológico e alterar o funcionamento de órgãos importantes, como a suprarrenal. A pessoa que faz uso de corticoide por um longo período está mais suscetível a apresentar efeitos colaterais como a Síndrome de Cushing, caracterizada por: “cara de lua cheia” com bochechas avermelhadas; aumento de gordura nas costas; aumento de gordura abdominal e atrofia muscular (braços e pernas finos), além de alterações na pressão arterial, na pressão ocular e hirsutismo (distribuição aumentada de pelos).

Descongestionantes nasais podem aumentar a pressão?

Sim, o uso de descongestionantes nasais que possuem em sua formulação vasoconstritores podem aumentar a pressão arterial, pois sua ação é diminuir o calibre dos vasos sanguíneos nasais desobstruindo as narinas, porém com o uso excessivo e a longo prazo pode causar a vasoconstrição de diversos outros vasos do organismo. Em crianças, pode causar intoxicação grave, às vezes, fatal.

Quais são os sintomas mais tratados com automedicação e o que eles podem esconder?

Os sintomas mais tratados com a automedicação são febre, dores em geral (cabeça, garganta, musculares, etc) e sintomas de gripes e resfriados. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria pode mascarar doenças sérias dificultando um diagnóstico médico. No caso da dengue hemorrágica algumas medicações podem causar danos ainda mais graves, podendo levar o paciente a óbito. Na automedicação é comum o uso de antibióticos mesmo com a venda restrita sob prescrição médica, porém a utilização de forma errônea torna o micro-organismo resistente, limitando as opções de tratamentos da doença.

Medicamentos para dores como o paracetamol e dipirona têm efeitos colaterais?

Sim, tanto a dipirona quanto o paracetamol possuem efeitos colaterais.

A dipirona pode causar agranulocitose, que é a diminuição de um tipo de glóbulos brancos (granulócitos) por um distúrbio da medula óssea, que apesar de rara é uma condição grave. E ainda: pancitopenia (diminuição global de células sanguíneas), prurido, ardor, rubor, urticária, edema, dispneia e, menos frequentemente, doenças/queixas gastrintestinais, angioedema grave (até mesmo envolvendo a laringe), broncoespasmo graves, arritmias cardíacas, queda da pressão sanguínea.

O paracetamol pode causar distúrbios do sistema imunológico (reação anafilática, hipersensibilidade), distúrbios da pele e tecidos subcutâneos (urticária, erupção cutânea pruriginosa, exantema) e falência hepática.

Quais são as consequências mais comuns para quem leva uma vida com automedicação?

Com a facilidade de compra de muitos medicamentos e o hábito de indicar ou pedir indicação criou-se o costume da automedicação, muitas vezes de forma indiscriminada e a longo prazo. As consequências mais comuns são: reações alérgicas, dependência medicamentosa, resistências de micro-organismos e intoxicações.

A falta de orientação médica ou farmacêutica pode causar dano à saúde além de mascarar certas doenças que necessitam de um tratamento específico de acordo com seu diagnóstico. Somente um profissional poderá orientar quanto a medicação adequada, dose, tempo de uso, qual o melhor horário de administração e até mesmo quais as interações com outras medicações ou alimentos.

Posso trocar os medicamentos tradicionais para os naturais?

Não, o tratamento com a medicação prescrita pelo médico deverá ser respeitada.

Caso a opção seja de usar um medicamento fitoterápico (substância proveniente de uma planta medicinal), esta também deverá ser prescrita e acompanhada por um médico ou farmacêutico, pois mesmo se tratando de um medicamento de origem natural tem que ser respeitada a dose correta, tempo de tratamento e também pode apresentar efeitos colaterais podendo levar a consequências mais graves se utilizado de maneira incorreta. Estas medicações devem conter registro na Anvisa e devem ser adquiridas somente em farmácias autorizadas pela Vigilância Sanitária.

Fonte:
Cristiana Liberal Mazaia
Chefe de Farmácia

Revisão Técnica:
Dr. Alexandre M. M. De Ribeiro
Diretor Técnico

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