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Mitos e Verdades sobre o Glúten

Ajuda a perder peso?

Não. A restrição indiscriminada ao consumo de glúten não encontra atualmente respaldo na ciência da nutrição. O que normalmente ocorre é que muitos alimentos habitualmente consumidos pelos brasileiros contém glúten como pão francês, macarrão, massas a base de trigo em geral, entre outros e, a restrição destes alimentos muito consumidos no dia a dia pode acarretar em perda de peso quando substituídas por alimentos menos calóricos.
O indicado para os indivíduos que buscam perda de peso é o planejamento de uma dieta equilibrada por um profissional nutricionista visando a melhora dos hábitos alimentares e o consumo consciente de uma alimentação variada e não propriamente a restrição de algum alimento específico.

Ajuda na digestão?

Não, o glúten trata-se de uma proteína encontrada em alguns cereais: trigo, cevada, aveia, centeio e malte e seu consumo não está associado ao auxílio no processo de digestão.

Eleva o índice glicêmico?

Não necessariamente, os alimentos que contém glúten podem ser consumidos por diabéticos por exemplo dando preferência as farinhas integrais, menos refinadas, que contém mais fibras, as quais são absorvidas mais lentamente, controlando melhor a glicemia.

Para quem é indicada uma dieta sem glúten?

A restrição de glúten da dieta só deve ser realizada mediante diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, dermatite herpetiforme, alergia ao glúten, ou quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten – não celíaca).

Pode ser substituído por algum alimento?

Sim, nos casos em que seja necessária a substituição do glúten como os citados acima, pode-se utilizar farinhas de arroz, fécula de batata, amido de milho, povilho ou outro tipo de amido que não contenha trigo, centeio, cevada, aveia ou malte em sua composição. Na compra de produtos industrializados é necessário olhar atentamente os rótulos para se certificar que, mesmo produtos que inicialmente não contenham glúten, como por exemplo chocolates, não apresentem risco de conterem traços de glúten devido à cadeia produtiva.

Fonte:
Raphaela Paula Pinheiro Pereira
Nutricionista Clínica – HSI
CRN 3 – 37128

Referências:
Parecer Técnico CRN-3 Nº10/2015. Restrição ao consumo de glúten.
Desmitificando dúvidas sobre a alimentação e nutrição: material de apoio para profissionais da saúde. Ministério da Saúde. Universidade Federal de Minas Gerais. – Brasília. Ministério da Saúde, 2016. 164p.
Lemes, E. O. et al. Pesquisa sobre a intolerância, diagnóstico e alternativas para os pacientes com intolerância ao glúten. Ensaios e Cienc., v.22, n.2, p.40-46, 2018.

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